História

O Município de Biguaçu começou a surgir quando, em 1748, imigrantes portugueses vindos do Arquipélago dos Açores e da Ilha da Madeira foram assentados no lugarejo denominado de São Miguel da Terra Firme.

Em 23 de janeiro de 1751, foi inaugurada a igreja de São Miguel Arcanjo. A provisão que nomeia o primeiro vigário, Padre Domingos Pereira Machado, para a freguesia de São Miguel é de 8 de fevereiro de 1752. Embora de caráter temporário, a freguesia de São Miguel foi a capital da capitania de Santa Catarina no período de 10 de outubro de 1777 a 2 de agosto de 1778, quando os espanhóis ainda ocupavam a ilha de Santa Catarina.

Por ato do Conselho Administrativo da Província em primeiro de março de 1833, a freguesia de São Miguel foi elevada à vila, e criado o Município de Desterro (atual Florianópolis). A instalação do Município de São Miguel ocorreu em 17 de maio de 1833.

Face à decadência econômica, aos frequentes surtos de malária, ao desmembramento de novas freguesias, São Miguel foi aos poucos perdendo seu prestígio.

No início da segunda metade do Século XIX, surgia na margem direita do Rio Biguaçu, um povoado (atual cidade de Biguaçu) que aos poucos crescia devido às terras férteis, ao trabalho dos colonos, `a construção de uma igreja e um cemitério em 1874, que resultou na criação de uma freguesia em 19 de dezembro de 1882, sob a invocação de São João Evangelista.

Lideranças políticas do Município conseguem em 1886 transferir a sede do município para Biguaçu, que fica elevada à categoria de Vila. Em 1888, por decisão do governo da Província, a sede municipal volta para São Miguel, vindo a acontecer quase no final de 1889 devido à relutância dos vereadores.

Já no período republicano, João Nicolau Born consegue junto ao Governador do Estado a mudança definitiva da sede municipal de São Miguel para Biguaçu em 22 de abril de 1894.

Origem do nome

Há algumas controvérsias quanto à origem do nome da cidade: Uma versão afirma que é de origem indígena, que significa “Biguá Grande”. Biguá é um pássaro aquático ainda hoje encontrado no rio Biguaçu.

Já o padre Raulino Reitz (in memoriam), em seu livro “Alto Biguaçu” (1988), apresenta a versão de que o nome deve-se a uma árvore semelhante ao jambolão e chamada popularmente de “baguaçu”.

Atualmente, um jornalista local, Ozias Alves Júnior, através de uma pesquisa que contou com a ajuda do Professor Aryon D. Rodrigues, um dos maiores especialistas em Tupi-Guarani do Brasil, afirma que a origem do nome Biguaçu vem da Palavra “Guambygoasu” que significa “Grande Cerca de Paus” ou “Cerca Grande” (palavra usada pelos antigos índios Carijós).